quinta-feira, 26 de março de 2009

Ser é ser percebido x só sei que nada sei



esses dias conversei com um gringo, em uma volta de um show que fui... e ele me disse: "Brazilian don't like americans'' (dá um desconto porque ele era israelense!) enfim, esse é só o ponto de partida. andei pesquisando sobre duas frases (o título). e acabei descobrindo muitas diferenças entres elas, não só a óbvia... mas as que se escondem por trás de duas personalidades marcantes.


A primeira frase é de um filósofo chamado George Berkeley, que nasceu em 1685 no Condado de Kilkenny. Ele foi uma pessoa muito interessada no comportamento humano, mas principalmente em matemática e na religião. Matemática e religião são duas coisas que não se discutem, o resultado está ali e a religião é uma tradição... as pessoas que seguem uma doutrina podem até não concordar com algum ensinamento, mas o aceitam.

Sua visão de mundo incluia a filosofia materialista, onde tudo se resume às qualidades reveladas durante o processo perceptivo, ou seja, tudo que ele percebeu foram impulsos e estímulos causados pelo momento. O que existe na verdade é um feixe de sensações que desembocam no presente. Essa filosofia nega a mente individual, deixando explícito que Deus é essa mente e tudo mais que seria percebido por Ele.

Já a segunda frase foi formada por um célebre filósofo, Sócrates. Na verdade, foi através dessa frase que ELE deu INÍCIO à filosofia, ao senso crítico. Ele foi filósofo do séc IX a.c.; a subdivisão das escolas da filosofia, primeiramente, foram baseadas nele. Sua história de vida foi muito parecida com a de Jesus, a diferença peculiar é que Sócrates só queria que o ser humano julgasse aquilo que era visto, enquanto Jesus veio para a real salvação. Assim como ele, morreu condenado pela subjulgação da sua época e do seu Estado.


Sócrates acreditava que os atos errados eram consequências da própria ignorância e que a busca pelo conhecimento é incessante, a sua base era a indagação; a introdução à crítica; "Só sei que nada sei" é assumir a própria ignorância, para assim, estar pronto para sempre receber e aceitar que o conhecimento em si é algo interminável. A virtude de Sócrates era: acreditava que o melhor modo para as pessoas viverem era se concentrando no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a riqueza material.
Nesse conceito de Sócrates, podemos entender que somos pequenos demais para entender o conceito de Deus, que vivemos em planeta subentendido na subjulgação religiosa e que é nela que discernimos o certo/bem do errado/mal. E nós, seres humanos, precisamos dessa dúvida (ignorância) e dessa certeza (Deus).

o motivo

eu gosto de escrever, mesmo. esse é o motivo... tenho um blog pessoal e outro, que vou divagar sobre assuntos corriqueiros ou até mesmo dispensáveis. podemos ser várias versões, a versão no trabalho, uma outra que envolve as relações sociais como um todo: amigos concretizados por anos de convivência, namorados(as), família, etc. a verdade é que nunca deixamos de assumir um papel para cada momento e, assim como também é verdade que em um texto objetivo e não-científico não se escapa da singularidade.