terça-feira, 26 de maio de 2009
A verdade nem sempre pertence à razão.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Desistir é muito fácil

O efeito-dominó do tempo deixa as pessoas confusas, onde uma luta de sobrevivência se trava contra a tal desejada felicidade. Depois de um tempo, você aprende que essa felicidade não existe. Que é apenas um patamar que idealizamos para que agente possa ir superando os obstáculos que aparecem. A vida é feita desses obstáculos, desses muros (e às vezes muralhas) que se impõem no nosso destino como uma necessidade. Digo necessidade porque a evolução não existe sem o atrito... mas agora eu não vejo razão para que esse atrito seja sempre uma coisa ruim, que te fez atrasar o andar da sua ''vida perfeita''. Existem várias formas de se enfrentar essas vírgulas da vida, porém não quero disertar sobre isso como os livros de auto-ajuda. O objetivo aqui é mostrar a realidade que eu vejo e não construir o caminho de cada um. Estou aqui pra falar sobre as pessoas covardes que não sabem reconhecer a dificuldade e a derrota, que não sabem encontrar nela, uma lição de vida. Não sou a favor desse mal, mas ele é inevitável. O curso normal da vida é feito por mudanças que vão representar a evolução individual, ok. Mas existem tipos de covardes que não aceitam o novo, que preferem ficar estagnados no passado como uma tartaruga. Seria muito bom se tivessemos o tempo que a tartaruga tem, para sermos pacientes como elas. Mas esse tempo não existe na nossa filosofia de vida, hoje em dia é como se o tempo atropelasse todo o curso normal, é como se vissemos o tempo como um inimigo e não como a maior prova de que a vida existe. Existem os covardes que se prendem no passado e os covardes que reconhecem a tristeza, tentam supera-la, mas não o conseguem. O auto-conhecimento é o primeiro passo para a cura e a paciência é o segundo. Agora me diz, você quer ser reconhecido como um covarde ou como uma pessoa que sabe que a vida é feita de dias consecutivos e que esses dias, não vão deixar de existir? Você vai ser o tipo de pessoa que ignora o tempo e faz as coisas como bem entende, ou o tipo de pessoa que sabe que o amanhã existe independente se estivermos aqui ou não, e que é no hoje que podemos dar o nosso melhor?
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Processo Acumulativo de Ignorância Sentimental
Hoje vou falar sobre os corações partidos. Sobre como as pessoas acabam dando continuidade à um ato mal-revelado diante da verdade, esse ato é aquela dor que você sente quando encontra uma daga em seu coração. Existem dois tipos de pessoas em relacionamentos: a dominante, e a dominada. Em um relacionamento saudável isso pode variar de acordo com a época. Mas normalmente, as pessoas acabam ''escolhendo inconscientemente'' aquilo que já foi lhe dado em outras situações. Somos a somas de nossas experiências, existe sim um caminho definido nas nossas dúvidas e escolhas. E esse caminho é normalmente nos dado pela nossa memória.
Podemos escolher um novo caminho através do auto-conhecimento, focalizar os momentos de erro e aprender com eles, saber reconhecer o que não deu certo e quando tiver uma nova oportunidade, fazer diferente. Isso é possível, somos seres únicos dotados de uma força-de-vontade que atravessou séculos.
Mas voltando ao assunto, a pessoa que foi muito machucada acaba caindo em uma tendência de desconfiança, proteção, covardia e principalmente de diminuir seu real valor. Sendo que o contrariado é quem o machucou, quem não soube - por qualquer razão - explicar a verdade. Às vezes a verdade pode machucar muito mais do que a mentira, mas é ela que te assegura das suas convicções, é ela que pode te salvar de uma ilusão inventada por um idealismo. Então, se valorize.
Se você se machucou, tem como fazer diferente.
Agora, se você é aquele tipo de pessoa que sempre quer manipular, tendo como principais características a manipulação, o calculismo e a frieza... ou se você se tornou esse pessoa por ser muito atingido, crie uma consciência de que o amor não é um jogo. Mas sim um campo de harmonia entre duas pessoas devidamente conscientes do que buscam no aqui, no agora e no depois.
Ps:. sempre escolho o amor como tema, porque nele podemos diferenciar melhor as individualidades, mas isso que escrevi aqui serve pra vida toda. é aquele velho lema: tudo que vai, volta.
terça-feira, 5 de maio de 2009
sobre os enigmas do amor.
sábado, 2 de maio de 2009
Dia do Trabalho
A história desse dia é bem peculiar, pra gente aceita-lá como um feriado. O desembocar desse feriado começo em 1886, em Chicago nos EUA com uma manifestação que tinha como finalidade dimunuir as horas de trabalho para 8 horas, nesse mesmo dia deu inicio a uma greve geral nos EUA; No dia 3 de maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
Enfim, o post.
Depois de uma história dessas, nem da vontade de folgar no dia do Trabalho, né? Depois de tantas lutas, e até hoje esses confrontos continuam. No dia do Trabalho lá na Europa, as pessoas saem as ruas, até hoje, para protestar seus direitos e até mesmo a falta de empregos. Aqui no Brasil, como em qualquer feriado, o governo acaba criando uma ilusão de que deveria ser um feriado igual aos outros, mas não é. Para Marx, o trabalho é a riqueza gerada pela produção do capitalismo, ou seja... é a nossa própria mão-de-obra que dá aos capitalistas, tudo aquilo que se deseja. É esse ciclo vicioso do capitalismo que nos prende a uma realidade imutável e esse quadro não vai mudar. Não adianta, o modelo de capitalismo de Marx é transcendental, pois explica todos os mecanismos de uma sociedade que vive baseada na riqueza, e não nos valores (esse é o Hegel que gosta de um idealismo), não podemos combater o processo todo, mas podemos abrir nossos olhos para aquelas coisas que não damos muito atenção, mas que fariam toda a diferença do mundo se agissemos de uma maneira que concorde, com a nossa energia de trabalho que gera a riqueza de qualquer mundo e os interesses da própria classe de operários, ou seja, nossos.