sábado, 2 de maio de 2009

Dia do Trabalho

Historicidade

A história desse dia é bem peculiar, pra gente aceita-lá como um feriado. O desembocar desse feriado começo em 1886, em Chicago nos EUA com uma manifestação que tinha como finalidade dimunuir as horas de trabalho para 8 horas, nesse mesmo dia deu inicio a uma greve geral nos EUA; No dia 3 de maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Enfim, o post. Depois de uma história dessas, nem da vontade de folgar no dia do Trabalho, né? Depois de tantas lutas, e até hoje esses confrontos continuam. No dia do Trabalho lá na Europa, as pessoas saem as ruas, até hoje, para protestar seus direitos e até mesmo a falta de empregos. Aqui no Brasil, como em qualquer feriado, o governo acaba criando uma ilusão de que deveria ser um feriado igual aos outros, mas não é. Para Marx, o trabalho é a riqueza gerada pela produção do capitalismo, ou seja... é a nossa própria mão-de-obra que dá aos capitalistas, tudo aquilo que se deseja. É esse ciclo vicioso do capitalismo que nos prende a uma realidade imutável e esse quadro não vai mudar. Não adianta, o modelo de capitalismo de Marx é transcendental, pois explica todos os mecanismos de uma sociedade que vive baseada na riqueza, e não nos valores (esse é o Hegel que gosta de um idealismo), não podemos combater o processo todo, mas podemos abrir nossos olhos para aquelas coisas que não damos muito atenção, mas que fariam toda a diferença do mundo se agissemos de uma maneira que concorde, com a nossa energia de trabalho que gera a riqueza de qualquer mundo e os interesses da própria classe de operários, ou seja, nossos.

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